Volta das chuvas preocupa autoridades no combate à dengue

 

Agentes fazem vistoria em residência no combate à dengue. 

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Com as chuvas de fim e início de ano, aumentam os riscos do acúmulo de água, situação propícia para a reprodução do mosquito que transmite a dengue.

 

Em seu discurso na abertura da Conferência Municipal de Saúde, realizada no final de semana em Rio Claro, a vice-prefeita e secretária municipal de Governo, Olga Lopes Salomão, fez um alerta aos funcionários da Fundação Municipal de Saúde sobre o trabalho de combate à dengue. “Com as chuvas de fim e início de ano, aumentam os riscos do acúmulo de água, situação propícia para a reprodução do mosquito. Então, temos de estar atentos, continuarmos trabalhando com afinco e pedir, uma vez mais, a colaboração da população para conseguirmos manter os casos de dengue com baixos índices”, afirmou Olga. “Os cuidados têm que ser redobrados”, alertou.

Neste ano de 2009, o município de Rio Claro registrou apenas cinco casos de dengue, o último foi em 30 de abril. Em 2008, foram 151 casos e, em 2007, a cidade vivenciou uma epidemia da doença com mais de 1600 casos.

A vice-prefeita parabenizou os funcionários pelo desempenho em 2009 e lembrou que o combate à dengue foi prioridade nas ações de governo desde o início de janeiro. “Isto permitiu que organizássemos um cronograma envolvendo diversas secretarias municipais e desenvolvêssemos uma campanha que conseguiu a adesão da comunidade, fator primordial para o sucesso nos serviços”, ressaltou.

A presidente da Fundação de Saúde, Ivete Costa Cipolla, destacou que, mesmo no período de chuvas, desde que haja o envolvimento de toda a comunidade, é possível manter a dengue sob controle. “Passamos pelos meses do começo do ano, que são os de maiores chuvas, com apenas cinco casos”, recordou.

O município de Rio Claro completou nesta segunda-feira, 30 de novembro, 214 dias sem registrar nenhum caso de dengue e aponta uma redução em relação ao ano de 2008 superior a 93%. “Ficamos felizes com estes números, mas temos de continuar agindo com atenção e responsabilidade para que a dengue se mantenha afastada de nosso dia a dia”, afirma Kátia Curado Nolasco, coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue.

A orientação da Fundação de Saúde é para que as pessoas eliminem recipientes que possam acumular água, uma vez que, mesmo ovos colocados pelo mosquito na temporada anterior podem, com as chuvas, retomar o ciclo de reprodução e eclodirem para dar origem a novas larvas que se transformarão em mosquitos. Além de latas, pneus e garrafas, os maiores vilões na luta contra a dengue estão nas residências e são os vasos de flores e folhagens que acumulam água.