Verão
aumenta risco de epidemia da dengue
Com a chegada do verão, aumenta a preocupação com a dengue em Rio Claro.
Os números mais recentes do Levantamento de Infestação Rápida do Aedes aegypti (Lira)
feito pelo Centro de Controle de Zoonoses e divulgados em
novembro, mostram uma situação alarmante. Foram sorteados para visita
três mil imóveis em todas as áreas da cidade e encontrados 11.123 criadouros,
oito vezes mais que no levantamento anterior, divulgado em fevereiro.
A Fundação Municipal de Saúde, por intermédio da Vigilância
Epidemiológica, pede que a comunidade redobre a atenção para eliminar os
criadouros do mosquito transmissor da dengue. Neste ano foram registrados 1767
casos positivos da doença e, se não houver engajamento da população, é grande a
possibilidade de que esse número aumente, já que a combinação de chuvas e calor
proporciona ambientes excelentes para a procriação do mosquito Aedes aegypti.
Segundo o mais recente Levantamento de Infestação Rápida do Aedes aegypti, a maioria
dos recipientes de água parada encontrados foram vasos de plantas, pratinhos de
plantas, plantas cultivadas na água, recipientes de água para consumo animal,
piscina desmontável, latas, frascos, plásticos reutilizáveis, garrafas
retornáveis, baldes, regadores, bandejas de geladeira e de ar condicionado,
material de construção, ralos internos e externos, lajes, calhas, vasos
sanitários e piscinas, entre outros.
O Centro de Controle de Zoonoses observa que 88% dos criadouros estão
dentro das residências. Por isso, todo morador deve ser um agente de combate à
dengue dentro de sua casa e nas imediações. É impossível para o poder público
erradicar a doença sem o apoio ostensivo da população. Apenas somando a
atuação do poder público com o senso de cidadania de cada morador é que será
possível fazer com que Rio Claro fique fora do que pode ser a maior epidemia de
dengue do país.
Dengue
O vírus da dengue pode se apresentar de quatro maneiras. No modo “inaparente”, não há manifestação de sintomas. Já a chamada
dengue clássica se manifesta com febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos
olhos, dores musculares, dores nas juntas, cansaço e vermelhidão no corpo.
A dengue hemorrágica, por sua vez, pode provocar sangramentos nasais,
gengivais, urinários, gastrointestinais e uterinos e se torna bastante grave.
Se não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
O quarto tipo de dengue leva a um quadro de choque, no qual a pessoa
doente apresenta pulso quase imperceptível, palidez, inquietação ou perda de
consciência, levando à alterações neurológicas e
dificuldades cardiorrespiratórias, além de insuficiência hepática,
hemorragia digestiva e derrame pleural. Esse tipo também pode causar morte.
Duas ações muito simples são totalmente eficazes contra a dengue: não
jogar lixo nas ruas e terrenos e não deixar água acumular em lugar algum.
Qualquer quantidade de água pode servir de criadouro para o mosquito, até uma
gota d’água.