Vacinação contra paralisa infantil será sábado, 20

 

(15 jun 2009) A primeira etapa da campanha nacional contra a paralisia infantil será realizada neste sábado, 20, em todo o Brasil. É o Dia D da vacinação, um chamado às mães para esta atenção fundamental que devem ter com a saúde de seus filhos. Administrada por via oral, com apenas duas gotinhas, a vacina deve ser aplicada em crianças de até 5 anos de idade.  Depois, no dia 22 de agosto,  será aplicada nova dose, no segundo Dia D da campanha nacional, como vem ocorrendo anualmente. 

Em Rio Claro, a vacinação ocorrerá das 8h às 17h, em todas as unidades básicas de saúde do município e nas unidades de saúde da família, bem como em postos volantes que serão montados pela Fundação Municipal de Saúde. “Alguns destes postos funcionarão, inclusive, na zona rural, para maior comodidade da população”, informa Ivete Costa Cipolla, presidente da Fundação. Recomenda-se que as mães levem a carteira de vacinação dos filhos para a atualização de vacinas. A atualização, no entanto, será feita apenas nas próprias unidades de saúde e não nas unidades volantes.  

Estima-se que mais de 14,7 milhões de crianças brasileiras estejam na faixa etária a ser imunizada e a meta é vacinar pelo menos  95% deste total. O Brasil não registra casos de paralisia desde 1989. Em 1994, o país recebeu o certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem.

Paralisia no mundo

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), referentes ao período de 2000 a 2009 (até maio), ainda existem 19 países asiáticos e africanos com casos de pólio, sendo quatro considerados pólio-endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 15 têm casos confirmados de poliomielite importados: Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Angola, Togo, Burkina Faso, Níger, Mali, República da África Central, Chad, Costa do Marfim, Gana, República Democrática do Congo e Nepal.

A poliomielite ou paralisia infantil, como é popularmente conhecida, é uma doença infecto-contagiosa, causada por vírus. Ele acomete, em geral, os membros inferiores e tem como principal característica a flacidez muscular. Pode levar à morte ou a seqüelas paralíticas irreversíveis. A doença teve alta incidência no País há algumas décadas, deixando centenas de deficientes físicos a cada ano. Atualmente, ainda há risco de reintrodução do vírus da pólio no Brasil, razão pela qual as campanhas se mantêm como uma ação necessária de prevenção desde 1980.