Rio Claro registra dois casos de leptospirose

 

(04 fev 2009) O município de Rio Claro registrou, em janeiro, dois casos de leptospirose, doença transmitida ao homem pela urina de animais infectados e que costuma aumentar o número de casos no período de chuvas.

Os dois registros em Rio Claro são de um homem e uma mulher, que foram atingidos pela leptospirose em sua forma leve. Nestes casos, os pacientes podem ser tratados em nível ambulatorial, mas, nos casos graves, precisam de cuidados especiais e internação hospitalar.

A Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro está acompanhando os casos desde o início e ampliou a orientação à população sobre os cuidados com a doença. “As pessoas precisam estar informadas e predispostas a adotarem medidas preventivas”, afirma Ivete Costa Cipolla, presidente da Fundação.

A população deve procurar manter o ambiente saudável, evitando a instalação de roedores e, quando se expuser à situações de risco, deve utilizar medidas de proteção individual, como sapatos fechados e luvas. Em caso de dúvida, a orientação é para que procure um serviço de saúde ou entre em contato com a Vigilância Epidemiológica pelo telefone 3522-3606, das 8 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.                       

A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans. Os ratos são os principais transmissores da doença para o homem, pois eliminam as leptospiras pela sua urina, contaminando o ambiente, água, solo e alimentos, mas outros animais como cavalo, boi e cachorro também podem ser transmissores da doença.

A pessoa que apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo, alguns dias depois de ter entrado em contato com as águas de enchente ou esgoto deverá procurar imediatamente uma unidade de saúde e relatar sobre o contato com água ou lama de enchente.

A penetração do microorganismo ocorre através da pele machucada ou das mucosas da boca, narina e olhos quando há contato com água, terra ou vegetação contaminada com a urina de animais infectados. Também pode ocorrer através da pele íntegra quando imersa em água por um período longo. A transmissão inter-humana é muito rara.

Os primeiros sintomas da leptospirose podem aparecer de um a 30 dias, sendo que na maioria dos casos surgem de sete a 14 dias após o contato. Os sintomas mais freqüentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe. A pessoa sente febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas – popularmente conhecidas como batata-da-perna, podendo também ocorrer icterícia, que se caracteriza pela coloração amarelada da pele e das mucosas.

A leptospirose é curável, no entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são fundamentais. O tratamento baseia-se no uso de antibióticos, hidratação e suporte clínico – de acordo com os sintomas apresentados.

 

Medidas preventivas contra a leptospirose

·        evite contato com água ou lama de enchentes

·        impeça que crianças nadem ou brinquem em ambientes que possam estar contaminados pela urina de ratos

·        use roupas e calçados fechados na época das chuvas e evitar contato com água de enchente

·        utilize botas e luvas de borrachas limpeza de lamas, entulhos e desentupimento de esgoto

·        combata roedores: não acumule lixo, mantenha os alimentos em recipientes fechados - fora do alcance dos roedores, limpe terrenos baldios, jardins e pátios