Picada de cobra não deve ser sugada

 

(02 mar 2009) Muita gente já ouviu falar que sugar o local da picada e fazer um torniquete no membro atingido é o socorro certo em acidentes com cobra. Porém, os dois procedimentos estão errados e estão na lista dos erros mais comuns cometidos por populares ao socorrer uma pessoa picada por cobra.

A Vigilância Epidemiológica de Rio Claro divulgou nesta semana um alerta sobre o tema e orientações sobre a maneira correta de realizar os primeiros socorros a alguém que se acidentou com cobra.

“A correta conduta na hora do acidente pode evitar complicações decorrentes dos primeiros cuidados após o acidente”, afirma Ivana Freschi de Souza, coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Fundação de Saúde de Rio Claro.

As dicas são simples: não faça torniquete no local; não sugue o local da picada; não coloque qualquer substância sobre o ferimento; mantenha a vítima deitada com o membro ferido elevado; afrouxe as roupas para evitar garroteamento devido ao edema que o veneno da cobra pode causar; transporte a vítima, não permitindo que ela deambule ou faça esforço.

Quem socorre uma vítima de animal peçonhento não deve correr risco ao tentar pegar a cobra, aranha ou escorpião, pois pode tornar-se a segunda vítima. Pelos sinais e sintomas os profissionais do pronto-socorro saberão identificar o tipo de animal e realizar o tratamento específico.

No município de Rio Claro o pólo credenciado para aplicação de soros de peçonhentos é o Pronto-Socorro Municipal, que está localizado na Avenida 15, entre ruas 2 e 3. Os telefones do pronto-socorro são 3533-5484 e 3523-2858.

Os agentes epidemiológicos alertam que no período do verão os cuidados devem ser redobrados, uma vez que, com altas temperaturas e muita chuva, aumentam a possibilidade de acidentes com animais peçonhentos. “Com o calor as pessoas saem mais de suas residências, procuram locais na natureza para se refrescarem, os animais por sua vez saem de seus ninhos úmidos e procuram locais mais secos, ocasionando, portanto, o encontro entre o homem e o animal peçonhento, podendo então ocorrer o acidente”, afirma Ivana.

Em 2008, dobrou o número de pessoas picadas por cobra na microrregião de Rio Claro. Foram sete em 2007 e 14 em 2008. O número de acidentes com aranha e escorpião foram mantidos, sendo 14 com aranhas e 4 com escorpiões.