Vigilância Sanitária de Rio Claro vai
fiscalizar academias
(22 jun 09) O Ácido Linoléico Conjugado, produzido
quimicamente e vendido como produto auxiliar na queima de gordura e no aumento
de massa magra, está na mira da Vigilância Sanitária (Visa) de Rio Claro. “A partir
de 1º de julho intensificaremos a fiscalização em academias e lojas e aplicaremos
as penalidades legais aos infratores”, afirma Agnaldo Pedro da Silva,
coordenador da Visa de Rio Claro.
A fabricação, importação ou comercialização do Ácido
Linoléico Conjugado (CLA) está proibida pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) desde março de 2007. O produto era comercializado em
academias e lojas especializadas na venda de produtos para atletas e
praticantes de atividades físicas, com alegações de que auxiliaria na queima de
gordura e no aumento de massa magra.
Após avaliações feitas pela Anvisa durante três anos,
não foi verificada a segurança e a eficácia do produto CLA, nas formas líquidas
ou em cápsulas, ou como ingrediente alimentar adicionado em alimentos para
seres humanos. “Até hoje, não existem dados que confirmem essas indicações.
Portanto, o CLA é um produto de venda proibida”, alerta Mônica Marina Bonifácio
da Silva, nutricionista da Vigilância Sanitária.
A alimentação dos seres humanos fornece pequenas
quantidades de CLA provenientes da gordura do leite e de carnes de animais
ruminantes. Estimativas de ingestão de CLA por humanos variam de 140 mg a 1
g/dia. A ingestão de CLA recomendada pelas empresas supera em mais de vinte
vezes as quantidades usualmente consumidas pela população. Além desta, várias
outras evidências científicas levaram ao indeferimento de todas as solicitações
para a comercialização do CLA no Brasil, como, por exemplo, a de que estudos
experimentais demonstraram que a suplementação com CLA pode levar ao aumento do
fígado, esteatose hepática, hiperinsulinemia e diminuição dos níveis séricos de
leptina.
A Vigilância Sanitária de Rio Claro confirmou nesta
semana a realização de inspeções nos estabelecimentos que vendem produtos e
suplementos alimentares e nas academias de ginástica para verificar se ainda há
produtos dessa classificação no comércio local e, então, tomar as devidas
providências.